A obesidade hoje é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais e idades sendo considerada crônica. Conforme a OMS[1] (Organização Mundial de Saúde) as estimativas indicam que em 2005 havia em todo o mundo cerca 1,6 bilhões de adultos com idade igual ou superior a 15 anos que estavam com sobrepeso, sendo que dentre estes pelo menos 400 milhões de adultos eram obesos. “Além disso, a OMS estima que até 2015, aproximadamente 2,3 bilhões de adultos terão excesso de peso e mais de 700 milhões serão obesos” o que leva a OMS[2] a organizar uma estratégia mundial sobre regime alimentar, atividade física e saúde.
Segundo o Conselho Federal de Farmácia (2010) a “obesidade é um fator de risco para muitas doenças, incluindo hipertensão, dislipidemia, diabete melito tipo 2, doença cardiovascular, apnéia do sono, osteoartrite e alguns tipos de câncer[3]”. Para se saber se há sobre peso no indivíduo a forma mais amplamente recomendada para avaliação é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial de Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) o valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados a ela[4],[5]. Se o resultado do calculo do IMC for entre 18,5 a 24,9 Kg/m2 peso normal, entre 25 a 29,9 Kg/m2 sobrepeso, entre 30,0 a 34,9 Kg/m2 obesidade grau um, entre 35,0 a 39,9 Kg/m2 obesidade grau dois e 40 ou mais Kg/m2 obesidade grau três[6].
Outro fator de gravidade segundo a OMS[1],é a obesidade infantil, sendo um dos problemas de saúde pública mais grave, do século XXI,
“estima-se que em 2010 existam 42 milhões de crianças no mundo inteiro com sobrepeso, dos quais cerca de 35 milhões vivem em países em desenvolvimento. As crianças obesas tendem a permanecer obesas na idade adulta, e são mais propensas a desenvolver doenças não transmissíveis, como diabetes e doenças cardiovasculares em idades mais jovens [2]”.
Esse assunto da obesidade em escala mundial fez com que se tenha um aumento nas pesquisas científicas[3][4][5][6][7] para poder entender e até prevenir a obesidade em crianças .
Uma forma de controlar a obesidade de acordo com Azevedo é “a dietoterapia cientifica, uma especialidade dos nutricionistas, que é explorada por muitos autores e tem como base uma visão calórico-quantitativa da Nutrição. Inspirada na Medicina moderna científica, esta especialidade tem seu foco nas restrições ou acréscimo de nutrientes e cálculos energéticos[8]”.
Outra questão que
“tem merecido atenção e estudos de diversas áreas de especialidades, particularmente a psiquiatria e a psicologia. Os problemas emocionais são geralmente percebidos como conseqüências da obesidade, embora conflitos e problemas psicológicos possam preceder o desenvolvimento dessa condição. A depressão e a ansiedade são sintomas comuns, e depressão maior pode ser mais freqüente nos gravemente obesos. No tratamento psicoterápico, a terapia cognitiva vem mostrando eficácia por objetivar a organização das contingências para mudanças de peso e comportamentos, em princípio, relacionados ao autocontrole de comportamentos alimentares e contexto situacional mais amplo.” “Pacientes obesos emocionalmente instáveis podem experenciar aumento na ansiedade e depressão quando fazem dietas (Flarherty, 1995). Portanto, o obeso apresenta aspectos emocionais e psicológicos identificados como causadores ou conseqüências ou retro alimentadores da sua condição de obeso, concomitante a uma condição clínica e educacional alterada”[9]
Um dos fatores emocionais que surge no obeso com freqüência é a ansiedade que é uma possível “resposta” (autoconsciência) do crescimento e do desenvolvimento humano frente a mudanças e a algumas situações inéditas e ameaçadoras. Ela pode surgir, pois é necessário uma ação que objetiva reduzir ou extinguir uma ameaça. Ela pode ser construtiva, pois ajuda a evitar danos, alertando a pessoa para que execute certos atos que eliminem o perigo. Esses atos podem ser conscientes, como estudar para uma prova, atravessar a rua correndo para não ser atropelado, ou inconscientes, utilizando-se de mecanismos de defesa, tal como afastando da consciência um impulso ou idéia ameaçadora.[10]
De acordo com Moreira embora todos as pessoas tenham um certo grau de ansiedade, em algumas, em virtude de fatores individuais, ou ligados à complexidade da sociedade em que vivem, a ansiedade normal torna-se patológica, determinando assim alguns quadros clínicos. No organismo humano existe um complexo circuito regulador entre o sistema imunológico e o endócrino que está envolvido nos processos de adaptação ao meio. Este circuito, durante períodos de estresse, lança na corrente sangüínea encefalinas e catecolaminas, através da glândula supra-renal, e endorfinas e ACTH através da hipófise, responsáveis pela resposta do organismo, considerada como uma defesa deste para o estado de estresse. Quando existe um excesso dessas defesas, provocado pela freqüência e intensidade de agente psicossocial estressante, surgem, como conseqüência, as doenças de adaptação. Eventos traumáticos como perdas, doenças terminais, divórcios e, mesmo exames acadêmicos, podem acarretar conseqüências mórbidas do ponto de vista psiconeuroimunológico.[11]
Além da farmacologia existente no tratamento da obesidade e da dietoterapia temos as Terapias Energéticas, vibracionais e conscienciais que abrem novos horizontes nas práticas terapêuticas e entre elas destaca-se a Terapia com as Essências Florais como agente de conscientização do problema sofrido. Apesar de serem utilizadas há muitos anos desde 1930 pelo Dr. Edward Bach[12], há apenas duas décadas intensificaram as pesquisas científicas e trabalhos acadêmicos sobre o seu uso e sua ação. Boa parte das pesquisas sobre Essências Florais focalizam suas diversas formas de exploração intuitiva ou psíquica. Outros trabalhos acadêmicos focalizaram a teoria das assinaturas, idealizada por Paracelso, alquimista suíço da idade média, que visa compreender as possíveis utilizações da planta através da leitura de seus aspectos físicos tais como cor, forma, tamanho, local de nascimento, época e período de floração. Dr. Edward Bach por meio de pesquisas chegou a conclusão de que as Essências Florais atuam na mente e emoções. Estas tendem a ser abordadas como corpos sutis, que são sistemas energéticos constituídos de matéria com freqüências diferentes das do corpo físico, sendo que cada um desses sistemas correspondem a certo nível de consciência[13]
De acordo com Dr. Edward Bach[14] acreditava-se que nossa anatomia humana sutil constituída pelos corpos sutis Etérico (formado pelos sete Chakras), Astral (Emocional), Mental e Causal, eram de natureza magnética. Equilibrando esses corpos, haveria um reequilíbrio emocional, com possível impacto positivo nos sintomas físicos.. O uso das terapêuticas naturais tais como Essências Florais, vem se ampliando nos tratamentos da saúde integral do ser humano. Apesar de se assemelharem a outros medicamentos apresentados em frascos com conta-gotas, eles não agem devido à composição química do líquido e sim de acordo com as informações provenientes da flor e contidas na matriz à base de água. Elas são altamente diluídas, do ponto de vista físico, porém contém um poder sutil, uma vez que incorporam as informações específicas do padrão de cada flor. Seu impacto não é o resultado de alguma interação bioquímica direta na fisiologia do corpo.
[1] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL SE SAÚDE;”Sobrepeso Y Obesidad Infantiles”, Acesso em 05 de Maio de 2010.
[2] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL SE SAÚDE;”Sobrepeso Y Obesidad Infantiles”, . Op.Cit.
[3] EDMUNDS,LD., “The complexities of raising na overweight or obese child” Rev. Paediatric nursing, December 2008 vol.20nº10.
[4] DANIELZIK,S.;PUST,S.;MULLER,M.J.; “School-based interventions to prevent overweight and obesity in prepubertal children: process and 4-years outcome evaluation of the kiel Obesity Prevention Study” Acta Paediatrica ISSN 0803-5323, 2007.
[5] VLIERBERGHE,L.V.;BRAET,C.; GOOSSENS,L.; MELS,S.; “Psychiatric disordes and symptom severity in referred versus non-referred overweigth children and adolescents”, Rev. Eur Child Adolesc Psychiatry 18:164-173 DOI 10.1007/s00787-008-0717-5 , 2009.
[6] STEWART,L.; CHAPPLE,J.; HUGHES,A.R.; POUSTIE,V.; REILLY,J.J.; “The use of behavioural change techniques in the treatment of pediatric obesity: qualitative evaluation of parental perspectives on treatment”, Rev. Hum Nutr Diet, 21, PP. 464-473, 2008 .
[7] MUST,A.; BARISH,EE.; BANDINI,L.G.; “Modifiable risk factors in relation to changes in BMI and fatness: what have we learned from prospective studies of school-aged children?” International Journal of Obesity (2009) 33.705.715
[8] AZEVEDO;E.; “Trofoterapia e Nutracêutica”,Blumenau, Nova Letra, 2007. p.11.
[9] VASQUES,F.; MARTINS, F.C.; AZEVEDO,A.P.; “Aspectos psiquiátricos do tratamento da Obesidade” Rev. De Psiquiatria Clínica, vol.31 nº4 São Paulo, 2004.
[10] BARDOW, D. H. “Unraveling the mysteries of anxiety and its disorders from the perspective of emotion theory”. American Psychological Inquiry, 2, 58-71, 2000.
[11] MOREIRA, M.S.. “Psiconeuroimunologia”. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.
[12] VENÂNCIO,D;SARZANA,S.B,MEIRA;A.S.,”A Terapia floral escristos selecionados de Edward Bach”, 8º Ed., São Paulo, Ground, 1991, p.21
[13] KUCHLER, K.D; DELBONI, T.H.; “Terapia Floral de A a Z.”Porrugal Formatur, 2002,p.21.
[14] GERBER,R.; “Um Guia Prático de Medicina Vibracional”, São Paulo, Cultrix, 2000, p.15
[1] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; “Obesidade Y Sobrepeso” <www.who.int> Acesso em 06 de Maio de 2010.
[2] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; “Estratégia Mundial sobre regime alimentario, actividad fisica y salud”, 2004, Acesso em 05 de Abril de 2010.
[3] CONSELHO FEDERAL DE FÁRMACIA; CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS; “Riscos do uso da sibutramina” nota técnica nº01/2010 http://www.cff.org.br/userfiles/file/cebrim/Notas%20T%C3%A9cnicas/NTCebrim0012010.pdf> Acesso em 25 de Abril de 2010.
[4] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; “Obesidade Y Sobrepeso” <www.who.int> Op.Cit.
[5] CERVI,A.;FRANCESCHINI, S.C.C.; PRIORE,S.; “Análise crítica do uso do índice de massa corporal” Rev.Nutr.vol.18 nº6 Campinas Nov./Dec.2005.

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